sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Amor Platônico

Amor Platônico

Platão e seus alunos na Academia de Atenas, de Carl Wahlbom (1879)
Hoje em dia, amor platônico é um termo usado para um tipo de amor que é não-sexual. O nome vem de Platão, que na verdade descreveu um tipo de amor centrado em relações do mesmo gênero e incluía sexo, amor este que sofreu uma transformação durante o Renascimento (séculos XV-XVI) para chegar ao seu sentido contemporâneo de amor heterossexual não-sexual.

A Escola de Platão, de Jean Delville (1898)
O amor platônico no sentido original do termo (amor centrado em relações do mesmo sexo) é examinado num diálogo de Platão, o "Simpósio", que tem como tópico o assunto do amor ou Eros. Nele explica-se as possibilidades de como o sentimento de amor começou e como se desenvolveu — tanto sexual como não-sexualmente. De particular importância é o discurso de Sócrates, relacionando a ideia de amor platônico como o atribuído à profetisa Diotima, que o apresenta como um meio de ascensão à contemplação do divino. Para Diotima, e geralmente para Platão, o uso mais correto do amor dos seres humanos é direcionar a mente da pessoa para o amor da divindade.

O Amor Divino Derrota o Amor Terreno,
de Giovanni Baglione (1602)
Em resumo, com o genuíno amor platônico, uma pessoa bela ou adorável inspira a mente e a alma e direciona a atenção da outra pessoa para coisas espirituais. Sócrates, no "Simpósio" de Platão, explicou dois tipos de amor ou Eros — o Eros Vulgar ou Amor Terreno e o Eros Divino ou Amor Divino. O Eros Vulgar não é nada mais que mera atração material por um corpo bonito em busca de prazer físico e reprodução. O Eros Divino começa a jornada da atração física (isto é, atração por uma forma ou corpo bonito), mas transcende gradualmente para o amor pela Beleza Suprema. Esse conceito de Eros Divino é depois transformado no termo amor platônico.

Na Era Medieval cresceu um novo interesse em Platão, sua filosofia e sua visão do amor. Isso foi causado por Georgios Gemistos Pletão durante os Concílios de Ferrara e Florença em 1438-1439. Mais tarde, em 1469, Marsilio Ficino apresentou uma teoria do amor neoplatônico em que ele define o amor como uma habilidade pessoal de um indivíduo que guia sua alma para processos cósmicos e grandes objetivos espirituais e idéias celestiais.

Fonte: Wikipedia (em inglês)


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